quarta-feira, 21 de junho de 2017

Legs Diamond - Legs Diamond (1977)








A Legs Diamond foi uma ótima banda de hard rock norte-americana que era encarada como uma alternativa à Deep Purple. Eu não sei se ela realmente parou — faz mais de dez anos que não lança um disco — mas contratos ruins e mau gerenciamento financeiro fizeram com que ela decaísse muito, se comparamos com seus primeiros dois discos. Esse é o primeiro, corajosamente lançado numa época em que a América do Norte só queria saber da disco music. É cheio de ótimos riffs em que cada nota tem efeito, numa mistura bacana da agressividade britânica com a melodia americana. A banda Kiss ofereceu mundos e fundos para gravar a música 'Satin Peacock' antes, mas eles recusaram solenemente.
A propósito, Legs Diamond foi um gangster dos anos 20, daí essa capa. 




Michael "Diamond" Gargano - baixo
Roger Romeo - guitarra, vocal
Rick Sanford - vocal, flauta, percussão
Michael Prince - teclados, guitarra, vocal
Jeff Poole - bateria, percussão





1 It's Not The Music
2 Stage Fright
3 Satin Peacock
4 Rock And Roll Man
5 Deadly Dancer
6 Rat Race
7 Can't Find Love
8 Come With Me

terça-feira, 20 de junho de 2017

Bakery - Momento (1972)








Bakery foi uma banda australiana com as cores do blues e da psicodelia na sua música. E ela também foi influenciada pelo jovem rock progressivo. No primeiro disco ela misturou tudo isso sem muita consistência, mas nesse aqui, o segundo ela mostra que encontrou sua identidade sonora. Momento tem ótimas passagens instrumentais com espaço para os solos de guitarra, órgão e flauta. A flauta, aliás, é tocada por um ex-membro. O som acaba por parecer com aquele que era feito anos antes, no surgimento do rock-progressivo, e pode ser comparado ao da Traffic, Family e Procol Harum. 





Peter Walker - guitarra, gaita, vocal
Rex Bullen - órgão, piano, vocal
Mark Verschuer - vocal
Eddie McDonald - baixo
Hank Davis - bateria, vocal





1 Holocaust
2 Pete For Jennie
3 Living With A Memory
4 S.S. Bounce
5 The Gift
6 When I'm Feeling
7 Faith To Sing A Song

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Pluto and The Planets - 360° of Wonder (2010)








Pluto and The Planets é uma banda prog norueguesa liderada por Petter Guthe. Ela foi formada no final dos anos 80 mas só lançou esse único disco em 2010. Seu estilo mistura o rock sinfônico, inspirado pela Genesis ou Vangelis, ao space-rock na linha floydiana. No entanto, o foco dela está nos arranjos vocais e nas melodias. 





Petter (Pluto) Espen Guthe - guitarra, vocal, teclados
Sandra Josefine - vocal
Martin Blystad - guitarra, vocal
Kobdzey - teclados, bateria, percussão
John Christian - baixo
Nikko Eriksen - bateria





1   Take Me Home (Part 1) 
2   This Is Magic 
3   Gloomy Sunday 
4   Wake Up 
5   Starship 
6   Ascension
7   The Humming Song 
8   Tears 
9   Encounter 
10 The Man on the Television 
11 So Magic 
12 Into a Totally Different Race 
13 Vacuum 
14 Take Me Home (Part 2) 

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Il Berlione - In 453 Minutes Infernal Cooking (1994)








Pois é, a banda é japonesa e essa palavra nem existe em italiano. Esse quinteto faz música de vanguarda inspirada no jazz-rock da cena de Canterbury, no prog da King Crimson e no movimento Rock In Opposition. O resultado é muito original e as composições são complexas e estruturadas. O disco é todo instrumental e os cinco são músicos incríveis.





Naoya Idonuma - guitarra
Hirofumi Taniguchi - teclados
Hiroo Takano - sax tenor
Kazuo Ogura - baixo
Masahiro Kawamura - bateria





1   In 453minutes Infernal Cooking (Forward)
2   Human Head Soup
3   Wooden Oven
4   Giant Image Of Buddha
5   Diary Of Mr. Monkey
6   Tappy's Spices
7   Wow! Brilliant Beauty With No Scanties
8   Nao Chan's Rustling
9   Frenchdressing Taboo
10 At The Foot Of Polyethylene Tree
11 Tamagawa Shuffle
12 Agoo
13 Koenji Sake Bar
14 One Infernal Fact In Paradise
15 In 453minutes Infernal Cooking (Backward)

terça-feira, 13 de junho de 2017

Tesseract - Tesseract (1997)








Tesseract é uma banda prog da Califórnia que lançou apenas esse disco de forma absolutamente independente. O trabalho dela lembra muito o som da Gentle Giant e o uso do violino nos traz à mente a imagem do Jean-Luc Ponty no seu período com Frank Zappa. O disco é quase todo instrumental — tem vocal em apenas duas faixas — e é realmente muito legal. E todos são instrumentistas de primeira classe. 





Don Tillman - guitarras, sintetizadores, Mellotron, vocal, electrônicos, percussão
Julius Smith - sintetizador de modelagem física, teclados, violão
Karen Bentley - violino elétrico
Dave Berners - baixo
Josh schroeter - bateria





1 Entrance 
2 Heisenberg's Daughter
3 Cast of Thousands 
    a) Introduction 
    b) The Cast 
    c) The Vitamine Mine 
    d) The Spinach 
4 Allegro Assai (Bach violin concerto in A minor, 3rd movement) 
5 Rice 
6 Cymbal Dance 
7 Vantage Point Instrumental

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Finnegans Wake - Green (1996)








Este é o segundo disco da banda belga — que hoje em dia é meio brasileira, já que seu idealizador Henry Krutzen, até onde sei, mora em João Pessoa. A proposta deles é reverenciar as grandes bandas prog do passado, incluindo aí uma forte influência da cena Canterbury. Um exemplo é a faixa Squid One, um cover de Peter Hammill. É um belo disco.





Henry Krutzen - vocal, teclados, sax, percussão, gravador
Jean-Louis Aucremanne - teclados, piano
Alain Lemaitre - baixo, teclados, bateria, percussão, programação
Pierre Quinet - guitarra
Celine T'Hooft - vocal
Richard Redcrossed - letras
com:
Philippe Collignon - vocal (4)
Benoit Gillet - clarinete (2)
Anne Monjoie - flauta (6)
Wendy Ruymen - violino (3,6)





1 Boleral
2 Italics
3 Poly's Gone
4 Queen Wenceslas
5 Torquemada's Dream
6 The Dragon And The Fish Suite
7 Siquid One (Remix) 
8 Mountains And Clouds

sábado, 10 de junho de 2017

Osage Tribe - Arrow Head (1972)








A Osage Tribe foi formada em Gênova, em 1971, por Franco Battiato. Siciliano como meu avô, Battiato é um artista multifacetado e nessa época era um cantor pop. Com a Osage Tribe ele gravou dois singles e a deixou antes do lançamento desse álbum. Apesar do título em inglês, as letras são em italiano e seu som é um heavy-psych com um toque folk e tendências progressivas. A banda se separou em 1973 e voltou a se reunir 40 anos depois.





Marco Zoccheddu - guitarra, teclados, harmônica, vocal
Bob Callero - baixo, vocal
Ninzio "Cucciolo" Fava - bateria, vocal
Franco Battiato - vocal (6, 7)





1 Hajenhanhowa 
2 Arrow Head
3 Cerchio di Luce
4 Soffici Bianchi Veli 
5 Orizzonti Senza Fine 
   bonus:
6 Un Falco Nel Cielo (single)
7 Prehistoric Sound (single)

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Duello Madre - Duello Madre (1973)








A origem dessa banda genovesa está numa outra chamada Osage Tribe, da qual eram membros Marco Zoccheddu e Bob Callero. A Osage Tribe fazia um prog pesado enquanto que a Duello Madre partiu para o jazz-rock, influenciada pela cena Canterbury. São claras as influências da Soft Machine e Callero e Trentin parecem espelhar-se em Hugh Hopper e Elton Dean. Mas também há inspiração vinda de outras grandes bandas como a Nucleus, Isotope e até Frank Zappa. Esse é o único álbum dela e é um dos melhores no gênero que foram lançados na Itália. Mais tarde Bob Callero tocou com a Il Volo e com a Nova.





Marco Zoccheddu - guitarra, violão
Pippo Trentin - sax tenor, flauta
Bob Callero - baixo
Dede Lo Previte - bateria, percussão
com 
Gian Piero Reverberi - teclados (2, 4)
Mario Lamberti - percussão (3, 5)





1 Aquile Blu
2 Momento
3 Otto
4 Madre
5 Duello

quarta-feira, 7 de junho de 2017

Changó - Changó (1975)








A Changó foi formada em Nova Iorque, em 1967, e só foi lançar esse primeiro álbum em 75, sem nem um single antes. Não tem como não comparar seu som com o da Santana nos seus primeiros três discos, antes dela aumentar as doses de jazz. Talvez os caras tenham sofrido com as comparações, talvez não. É provável também que 1975 já fosse meio tardio para esse tipo de rock, pois a Changó lançou só mais um disco no ano seguinte ao deste e sumiu. Mas o que interessa é que esse disco é bom pra caramba. 





George Tacktikos - guitarra, vocal
Thomas Alletto - órgão, piano, vocal
Burlin Speakes - baixo
Pepe "El Mono" Gomez - vocal, bateria, percussão
Michael Britton - percussão
Reinol Andino - percussão, vocal





1 Fire Over Water
2 Walk On Hell
3 Bollo
4 Caminando
5 Mira Pa'ca
6 Bembe
7 Solid Karma
8 Sacapa
9 Chango'