terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Arc Angels - Arc Angels (1992)







Deois da trágica morte de Stevie Ray Vaughan, sua banda Double Trouble teve que suportar a dor e seguir a vida. Tommy Shanon e Chris Layton começaram então a fazer umas jams no Centro de Ensaios de Austin com o filho de Doyle Bramhall, paraceiro de Jimmie Vaughan, e o prodígio juvenil Charlie Sexton. A coisa tornou-se séria e resultou na banda Arc (Austin Rehearsal Complex) Angels. Nesse único disco de estúdio, Bramhall II e Sexton dividiram as tarefas de composição e se saíram muito bem. O disco recebeu ótimas críticas e a banda prometia muito. Só que o vício em heroína de Bramhall II, que tinha apenas 23 anos, azedou a relação entre todos. Shanon e Layton foram adiante apoiando grandes nomes da música, Sexton firmou-se em carreira solo e Doyle Bramhall II curou-se do vício, ou não estaria tocando com Eric Clapton.





Doyle Bramhall II - guitar, vocals
Charlie Sexton - guitar, vocals
Chris Layton - drums
Tommy Shannon - bass
Ian McLagan (Small Faces) - piano, órgão




1   Living In A Dream
2   Paradise Cafe
3   Sent By Angels
4   Sweet Nadine
5   Good Time
6   See What Tomorrow Brings
7   Always Beleived In You
8   The Famous Jane
9   Spanish Moon
10 Carry Me On
1 1Shape I'm In
12 Too Many Ways To Fall









domingo, 4 de dezembro de 2016

The Vaughan Brothers - Family Style (1990)







Esse álbum ganhou o Grammy de Melhor Blues Contemporâneo e a faixa 3 levou o de Melhor Performance Instrumental. Contudo, Family Style não chega perto de nenhum álbum solo dos irmãos.
Jimmie, três anos mais velho, obviamente foi o primeiro a sair de casa para tocar. Seu pai, Big Jim, era um cara simples que trabalhava duro em construções e quando chegava em casa no fim do dia, afogava as frustrações na bebida. Havia discussões, ele chegava a quebrar os discos dos moleques quando enchia o saco, mas nunca deixou de apoiar os filhos. Jimmie fez um pacote completo: saiu de Dallas, foi para Austin, casou, engravidou, montou uma banda, trabalhou em construção durante o dia, desmanchou essa banda e montou outra com Doyle Bramhall, se separou, casou de novo, engravidou... Certa vêz, de volta à Dallas, visitou a família e levou Bramhall junto. Bramhall ouviu um som de guitarra vindo de um quarto e foi ver. Ficou de queixo caído com a habilidade do jovem Stevie. Stevie também começou cedo. Com 14 anos ele trabalhava como lavador de pratos num restaurante e à noite tocava em pequenos clubes e bares. Tommy Shannon, o baixista de Johnny Winter, entrou num desses lugares e ficou paralisado com o que ouviu — anos mais tarde ele seria membro da Double Trouble.





Jimmie Vaughan - guitarra, lap steel, vocal, órgão
Stevie Ray Vaughan - guitarra, vocal
Nile Rodgers - guitarra, produção
Richard Hilton - órgão, piano
Stan Harrison - sax alto, sax tenôr
Steve Elson - sax barítono, sax tenôr
Rockin' Sidney - acordeon
Al Berry - baixo
Preston Hubbard (Roomful Of Blues, Fabulous Thunderbirds) - contrabaixo acústico
Larry Aberman - bateria
Doyle Bramhall - bateria
Tawatha Agee - vocal
Frank Simms - vocal
George Simms - vocal
Brenda White-King - vocal
Curtis King Jr. - vocal




1   Hard to Be 
2   White Boots 
3   D/FW
4   Good Texan 
5   Hillbillies From Outerspace 
6   Long Way From Home 
7   Tick Tock 
8   Telephone Song 
9   Baboom / Mama Said
10 Brothers

sábado, 3 de dezembro de 2016

Stevie Ray Vaughan and Double Trouble - Couldn't Stand The Weather (1984)







Este é o segundo dico da curta carreira do SRV. Stevie Ray Vaughan nasceu em Dallas mas sua família perambulou por anos pelos estados do sul seguindo as ofertas de emprego. De volta à Dallas, eles tiveram numa vida humilde. Seu pai era alcoólatra, assim como seu avô. Stevie contou que aos seis anos de idade provou da bebida do pai e desse dia em diante sempre teve problemas com o álcool — e depois com as drogas também. Em 1986 Stevie acabou por internar-se para reabilitação. 
Seu irmão mais velho Jimmie foi tudo para ele. Ensinou-lhe o básico na guitarra e ensinou-lhe como aprender o resto. Deu-lhe suas próprias guitarras usadas, e foi nos discos que ele trazia para casa que SRV desenvolveu seu estilo. Ele disse que os discos do irmão, para ele, eram "coisa de marciano" e o enlouqueceram: Muddy Waters, B.B. King, Beatles, Freddie King, Barney Kessel, Charlie Christian e um tal Jimi Hendrix que se tornou sua maior influência. A banda de Jimmie abriu um show para Jimi em Austin e o irmão lhe conseguiu um autógrafo que permaneceu na carteira até a tinta apagar e o papel desmanchar. Afora estas, o próprio caldeirão musical texano o influenciou. Lá havia o blues do Mississippi, trazido pela sempre crescente população afro-americana, a música hispânica vinda do México, notadamente quanto ao estilo de se tocar violão e havia a música branca, o country à la Willie Nelson. 
A guitarra mais famosa de SRV foi a "Number One" ou "First Wife", uma Stratocaster 1974 com braço de 1962, corpo de 1963 e um dos captadores de 1959. Além disso ela teve os trastes modificados para acomodar cordas com calibre maior. SRV também usou muito uma outra Fender que ele chamava de "Red" e teve seu braço trocado por um de canhotos; assim ele podia replicar um grande ídolo, o Albert King. Mais Fender: uma amarela que pertenceu a Vince Martell da Vanilla Fudge e lhe foi presentada em 1980 (foi roubada em 1987). Um dos seus técnicos lhe deu uma National Steel de 1923 e foi com ela que ele posou na capa do disco In Step. Billy Gibbons da ZZ Top lhe deu uma Hamiltone, fabricada pelo luthier James Hamilton em 1984. E nos últimos anos ele vinha usando uma Gibson Charlie Christian ES150 que aparece no disco póstumo The Sky Is Crying.





Stevie Ray Vaughan - guitarra, vocal
Jimmie Vaughan - segunda guitarra (2,3 cd1)
Stan Harrison - sax tenôr (8 cd1)
Tommy Shannon - baixo
Chris "Whipper" Layton* - bateria
Fran Christina - bateria (8, 19 cd1)




CD 1
1   Scuttle Buttin'
2   Couldn't Stand The Weather
3   The Things (That) I Used To Do
4   Voodoo Child (Slight Return)
5   Cold Shot
6   Tin Pan Alley (AKA Roughest Place In Town)
7   Honey Bee
8   Stang Swang
9   Empty Arms
10 Come On (Pt.III)
11 Look At Little Sister
12 The Sky Is Crying (Previously Unreleased 1984 Version)
13 Hideaway
14 Give Me Back My Wig
15 Boothill (Previously Unreleased 1984 Version)
16 Wham!
17 Close To You
18 Little Wing
19 Stang Swang (Previously Unreleased Alternate Take)


CD 2: Live In Montreal (The Spectrum, August 17, 1984 - Late Show)
1   Testify
2   Voodoo Child (Slight Return)
3   The Things (That) I Used To Do
4   Honey Bee
5   Couldn't Stand The Weather
6   Cold Shot
7   Tin Pan Alley (AKA The Roughest Place In Town)
8   Love Struck Baby
9   Texas Flood
10 Band Intros/Encores
11 Stang's Swang
12 Lenny
13 Pride And Joy


quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Albert Collins - Ice Pickin' (1978)








Albert Collins é texano e é um dos muitos seguidores de Lightnin' Hopkins. Apesar de ser um grande inovador, admirado por Albert King e John Lee Hooker, ele permaneceu numa certa obscuridade por um bom tempo. O guitarrista Bob Hite da Canned Heat era outro grande fã e não perdia oportunidade de encaixá-lo em seus concertos, até mesmo no Fillmore East, mas mesmo assim seu sucesso era apenas local. 
Além da influência de Hopkins, ele também tinha semelhanças com Lowell Fulson e mais ainda com Johnny "Guitar" Watson. Seu estilo era econômico, curto, com notas altas e uso sistemático de escalas menores. 
Collins gravou uma série de ótimos álbuns para o selo Imperial nos anos sessenta e outros para o selo Thumbleweed na virada da década de setenta, mas ainda estava longe do grande público, muito embora tivesse uma aura de lenda. Durante os anos setenta ele quase vegetou. As coisas mudaram quando um outro grande fã, o produtor Bruce Iglauer, o convenceu a mudar-se para Chicago e gravar para seu selo Alligator. Cercado por excelentes músicos locais que depois tornaram-se sua banda estável, Collins gravou uma série de grandes sucessos, a começar por Ice Pickin'. 
Dentro desse contexto bem mais favorável, Collins pode revelar suas idéias musicais livremente e gradativamente foi incorporando elementos da black music contemporânea às suas raízes texanas e californianas.





Albert Collins - guitarra, vocal
Larry Burton - guitarra
Allen Batts - teclados
A.C. Reed - sax tenôr
Chuck Smith - sax barítono
Aron Burton - baixo
Casey Jones - bateria




1 Honey. Hush! (Talking Woman Blues)
2 When The Welfare Turns Its Back On You
3 Ice Pick
4 Cold, Cold Feeling
5 Too Tired
6 Master Charge
7 Conversation With Collins
8 Avalanche

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Lightnin' Hopkins - The Texas Bluesman (1990)








Lightnin' Hopkins foi um seguidor de Blind Lemon Jefferson. Pela época de sua morte, em 1982, ele talvez tenha sido o bluesman mais gravado da história. Suas músicas falavam sobre qualquer coisa que lhe viesse a mente, até seu reumatismo. Seu estilo manteve as raízes do campo e somou as tendencias urbanas e elétricas. Portanto, ele mandava muito bem tanto ao violão quanto na guitarra; um virtuoso. Ele tinha um enorme vocabulário musical pois sabia tocar cada riff de várias formas diferentes: de trás para ferente, do meio para o fim ou de volta ao início... Isso resultou numa assinatura musical que o guitarrista Billy Gibbons da ZZ Top chama de "turnaround", não tão difícil de aprender mas muito difícil de replicar.
Sobre esse disco em particular, ele é uma ótima coletânea de gravações feitas entre 1961 e 1965. Existe um LP original de 1968 com o mesmo título e quase todas as faixas dele estão aqui em um belo remaster. Falta "Love Is Like A Hydrant".





Lightnin' Hopkins - vocal, guitarra, violão
Don Crawford - gaita
Jimmy Bond - baixo
Earl Palmer - bateria

1   Mojo Hand
2   Cotton
3   Little Wail
4   Hurricane Betsy
5   Take Me Back Baby
6   Really Nothin' But The Blues
7   Guitar Lightnin'
8   Woke Up This Morning
9   Shake Yourself

Lightnin' Hopkins - vocal, guitarra, violão

10 California Showers

Lightnin' Hopkins - vocal, guitarra, violão
Gino Landry - baixo
Victor Leonard - bateria
11 Goin' Out

Lightnin' Hopkins - vocal, guitarra, violão
12 Tom Moore Blues
13 I Would If I Could
14 At Home Blues
15 Watch My Fingers
16 Bud Russell Blues
17 Cut Me Out Baby


segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Blind Lemon Jefferson - Blind Lemon Jefferson (1992)







Não há muita informação sobre a vida de Blind Lemon Jefferson. Estima-se que ele tenha nascido entre 1893 e 1897 numa cidadezinha próxima à Dallas. Sabe-se, contudo, que ele era cego de nascença e a música era um caminho natural para pessoas com tal limitação, impedidas de executar outros trabalhos. Sabe-se também que já na adolescência ele percorria as cidades do Texas tocando nas ruas por gorjetas apenas. Nessa lida ele foi ajudado por músicos ainda mais jovens como T. Bone Walker e Leadbelly —  nos anos 40 Leadbelly compôs uma música sobre as andanças dos dois, a Blind Lemon Blues. Blind Lemon começou a gravar em 1926 e a grande maioria das músicas eram tradicionais. Só que as próprias gravadoras começaram a incentivar os caras a compor, porque ao público não interessaria comprar n discos com as mesmas músicas. Então, em 1929 Lemon já trabalhava com músicas todas de sua autoria. Consideremos aí que a maioria dos músicos naquela época eram autodidatas e analfabetos, que tocavam músicas tradicionais simplesmente porque não podiam escrever as suas. Como se vê, essa dificuldade — mais uma —  foi plenamente superada por Lemon Jefferson. Mais que isso, ele estilizou o blues característico do Texas, o Folk Blues, um meio-termo entre o blues do Delta e o da Georgia e das Carolinas. As canções versavam sobre temas variados, cotidiano e eventos correntes, mas o tema penitenciário foi recorrente. Seu estilo de tocar era muito focado numa corda e ele acelerava e diminuía de acordo com seu espírito na hora, coisa que dificultava para quem quisesse dançar. Infelizmente não houve tempo para que sua carreira progredisse e seu talento fosse registrado em gravações com maior fidelidade do estas. Ele morreu em 1929, aos 36 anos, e até as circunstâncias dessa morte são confusas.





Blind Lemon Jefferson - vocal, violão
Leadbelly - Violão (13)
George Perkins - piano (11, 12)




1   Jack O' Diamond Blues
2   Chock House Blues
3   Stocking Feet Blues
4   That Black Snake Moan
5   Shuckin' Sugar Blues
6   Rabbit Foot Blues
7   Bad Luck Blues
8   Broke And Hungry
9   Easy Rider Blues
10 Match Box Blues
11 Rising High Water Blues
12 Teddy Bear Blues
13 Lonesome House Blues
14 Sunshine Special
15 Change My Luck Blues
16 Prison Cell Blues
17 Blind Lemon's Penitentiary Blues
18 Lock Step Blues
19 Hangman's Blues
20 Mosquito Moan
21 Southern Woman Blues
22 Baker Shop Blues
23 Pneumonia Blues
24 Long Distance Moan
25 That Growling Baby Blues


sábado, 26 de novembro de 2016

Ragnarok - Ragnarok & Ragnarok Live (1975-1976)







Essa banda também se se chama Ragnarok, que é um termo relacionado à mitologia nórdiga, mas ela é neo-zelandêsa, foi formada em 1974 e teve uma existência breve. Seu som é prog sinfônico influenciado pelo Yes e Rick Wakeman e atenuado por outras influências como as de Bowie e Beatles. Como não existiram muitas bandas prog na Nova Zelândia, a comparação mais frequente é entre a Sebastian Hardie. Não é preciso dizer que tudo é baseado nos Moogs, no órgão e no Mellotron, então, não digo. Mas as passagens de guitarra são pesadas e legais também.




Ramon York - guitarra, vocal
Andre Jayet - teclados
Lea Maalfrid - vocal
Ross Muir - baixo
Mark Jayet - bateria




Ragnarok:
1   Fenris
2   Butterfly Sky
3   Fire In The Sky
4   Rainbow Bridge
5   Raga
6   Caviar Queen
7   Dream
8   Dawning Horn

Ragnarok Live:
9   Raga
10 Butterfly Sky
11 I Fall Apart
12 Pink Floyd Medley: Us And Them
13 Whole Lotta Love

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Ragnarök - Ragnarök (1976)







Ragnarök pertence à rica tradição sueca de grandes compositores de prog instrumental com temas melancólicos, tradição iniciada pelo Bo Hansson. Esse é o disco de estréia da banda e nos remete ao início da década de 70. Seu som é jazzy, baseado na dupla de guitarras, no órgão e, ocasionalmente, nas flautas.





Henrik Strindberg - guitarra, flauta, flauta soprano, sax soprano
Peter Bryngelsson - guitarra
Peder Nabo - flauta, guitarra
Staffan Strindberg - baixo
Lars Peter Sörensson - bateria
Stefan Ohlsson - bateria, guitarra





1   Farväl Köpenhamn (Goodbye Copenhagen)
2   Promenader (Walks)
3   Nybakat Bröd (Freshbaked Bread) 
4   Dagarnas Skum (Foam Of The Days)
5   Polska Från Kalmar (Reel From Kalmar)
6   Fabriksfunky (Factoryfunk)
7   Tatanga Mani 
8   Fjottot
9   Stiltje-Uppbrott (Calm-Breaking Up)
10 Vattenpussar (Pools Of Water)